💵 Muitos empresários acreditam que a solução é rápida: desligar os bebedouros, comprar água mineral e continuar funcionando normalmente. O problema é que a água do hotel não serve apenas para beber. Ela é utilizada em chuveiros, torneiras, preparação de alimentos, lavagem de utensílios, lavanderia, limpeza e outras atividades essenciais. Dependendo da origem da contaminação, manter essas atividades pode aumentar o risco de prejuízos e de novas medidas da fiscalização.
Água mineral resolve apenas uma parte do problema
Imagine esta situação.
Uma análise laboratorial identifica contaminação na água da pousada.
No mesmo dia, o proprietário compra centenas de litros de água mineral para os hóspedes.
Mas a cozinha continua utilizando a água da caixa d'água.
A lavanderia continua lavando lençóis com a mesma água.
Os quartos continuam abastecidos pelo mesmo sistema.
💵 O investimento na água mineral foi feito, mas o risco sanitário pode continuar existindo.
A primeira pergunta é: onde essa água é utilizada?
Antes de decidir continuar funcionando, o empresário precisa mapear todos os pontos onde a água é utilizada.
Na prática, ela normalmente abastece:
cozinha;
café da manhã;
preparo de gelo;
lavagem de frutas e verduras;
chuveiros;
torneiras;
lavanderia;
limpeza dos quartos;
piscinas, quando abastecidas pelo sistema interno.
Ou seja, substituir apenas a água para beber dificilmente resolve toda a situação.
💵 O maior prejuízo é insistir em funcionar sem eliminar a causa
Imagine dois hotéis.
No primeiro, a origem da contaminação é identificada rapidamente, o abastecimento é interrompido, as correções são realizadas e o estabelecimento retoma as atividades com segurança.
No segundo, o empresário acredita que a água mineral será suficiente e mantém o restante da estrutura funcionando normalmente.
Dias depois surgem novas reclamações.
Agora o problema deixou de ser apenas a água.
Passou a envolver a gestão da crise.
O que fazer imediatamente?
Se a água do estabelecimento foi considerada imprópria, as primeiras medidas devem ser técnicas, e não comerciais.
Na prática, recomenda-se:
identificar a causa da contaminação;
interromper os usos da água que possam representar risco;
avaliar quais serviços podem ou não continuar funcionando com segurança;
providenciar abastecimento alternativo quando tecnicamente viável;
realizar limpeza e desinfecção do sistema de abastecimento, quando necessário;
repetir as análises laboratoriais após as correções;
documentar todas as providências adotadas.
💵 Quanto mais rápido a causa for eliminada, menor tende a ser o tempo de paralisação e o impacto financeiro.
A Vigilância Sanitária pode permitir o funcionamento?
Isso depende da situação encontrada durante a fiscalização.
A decisão será baseada no risco sanitário existente.
Se a água imprópria comprometer atividades essenciais da hospedagem, fornecer apenas água mineral pode não ser suficiente para afastar esse risco.
Dependendo das circunstâncias, a autoridade sanitária poderá exigir adequações antes da continuidade ou da retomada integral das atividades.
Por isso, o empresário não deve presumir que a compra de água mineral resolve automaticamente a irregularidade.
O erro mais caro é tratar apenas o sintoma
Trocar a água para beber sem descobrir por que a água ficou imprópria é semelhante a pintar uma parede com infiltração sem consertar o vazamento.
O problema continua existindo.
Na hotelaria, a água influencia praticamente toda a experiência do hóspede.
Ela interfere na alimentação, na higiene, na limpeza, na lavanderia e no conforto.
💵 Resolver apenas uma parte da cadeia costuma gerar um custo muito maior do que eliminar definitivamente a origem do problema.
Como reduzir esse risco?
É exatamente nesse tipo de situação que o Escritório Garretto atua.
Auxiliamos hotéis, pousadas, hostels e motéis durante crises sanitárias envolvendo abastecimento de água, notificações, autos de infração, interdições e processos de reabertura.
Realizamos uma análise técnica para identificar quais atividades foram afetadas, quais medidas precisam ser implementadas para eliminar o risco e como conduzir a regularização perante a Vigilância Sanitária.
Também elaboramos plantas sanitárias para novos empreendimentos, planejando reservatórios, fluxos de abastecimento e áreas críticas para reduzir a probabilidade de problemas futuros.
💵 O objetivo não é apenas fazer o hotel voltar a funcionar.
É fazer com que ele volte a funcionar de forma segura, reduzindo o risco de novas autuações, perda de faturamento e danos à reputação.
Base legal
Lei nº 8.080/1990 – competências da Vigilância Sanitária.
Lei nº 6.437/1977 – infrações à legislação sanitária federal.
Portaria GM/MS nº 888/2021 – estabelece os procedimentos e o padrão de potabilidade da água para consumo humano.
As medidas adotadas pela Vigilância Sanitária dependem da origem da contaminação, da extensão do risco e da legislação estadual e municipal aplicável.
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