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Quero vender bebidas e congelados na recepção da pousada ou hostel. Preciso mudar alguma coisa?

Pode precisar. Se a sua pousada ou hostel hoje funciona apenas como meio de hospedagem, começar a vender bebidas, sorvetes, congelados ou outros alimentos pode alterar as atividades exercidas pelo estabelecimento e exigir adequações na regularização do negócio, inclusive perante a Vigilância Sanitária e outros órgãos competentes. Antes de comprar freezers e montar um pequeno mercado na recepção, vale verificar se a estrutura e o licenciamento acompanham essa nova fonte de receita.

💵 Para muitos empresários, essa é uma das formas mais simples de aumentar o faturamento sem construir novos quartos. Um refrigerante vendido na recepção, uma lasanha congelada para quem chegou tarde ou um sorvete em um fim de tarde representam uma receita adicional usando um espaço que já existe. O problema é quando esse novo negócio começa sem planejamento e acaba gerando custos inesperados.


Uma ideia simples que pode aumentar o faturamento

Imagine uma pousada com quinze quartos.

O hóspede chega às dez da noite.

Não há mercados próximos.

Ele pergunta:

"Vocês vendem água? Refrigerante? Alguma coisa para comer?"

Se a resposta for "não", aquela venda simplesmente vai embora.

Agora imagine uma recepção com um freezer de bebidas, outro com congelados e uma pequena prateleira de produtos básicos.

Cada venda pode parecer pequena.

No fim do mês, ela representa uma nova fonte de receita sem depender da ocupação dos quartos.

💵 Muitos meios de hospedagem utilizam exatamente essa estratégia para aumentar o ticket médio de cada hóspede.


O que muda quando você começa a vender alimentos?

É aqui que muitos empresários se surpreendem.

Enquanto a pousada apenas hospedava pessoas, a operação tinha uma determinada configuração.

Quando ela passa a comercializar alimentos e bebidas, surge uma nova atividade dentro do mesmo estabelecimento.

Na prática, isso pode significar:

  • compra de equipamentos para conservação;

  • controle de temperatura;

  • organização do estoque;

  • controle de validade;

  • definição de rotinas para armazenamento.

Ou seja, o investimento não está apenas no freezer.

Está na operação que passa a existir.


💵 Vale a pena financeiramente?

Na maioria dos casos, sim.

O custo para instalar um expositor refrigerado costuma ser muito menor do que construir novos quartos.

Além disso, o empresário aproveita um cliente que já está dentro do estabelecimento.

Mas existe um detalhe importante.

Se a atividade começar sem verificar as exigências aplicáveis, um investimento relativamente pequeno pode gerar gastos adicionais com adaptações, atualização do licenciamento ou reorganização da operação.

Por isso, o planejamento costuma custar menos do que corrigir problemas depois.


A licença sanitária pode mudar?

Pode.

Depende de fatores como:

  • quais produtos serão vendidos;

  • se haverá apenas revenda de produtos industrializados;

  • se haverá preparo ou manipulação de alimentos;

  • como a atividade está cadastrada perante o município;

  • quais atividades já fazem parte do licenciamento do estabelecimento.

Na prática, vender apenas bebidas industrializadas prontas pode representar uma situação diferente daquela em que o estabelecimento passa a preparar alimentos ou ampliar significativamente sua operação de alimentação.

Por isso, antes de iniciar as vendas, vale verificar se será necessária alguma atualização na regularização sanitária ou no cadastro das atividades exercidas.


O que a Vigilância Sanitária poderá verificar?

Quando alimentos e bebidas passam a integrar a operação, a fiscalização poderá avaliar aspectos relacionados à forma como esses produtos são armazenados e comercializados.

Entre eles:

  • temperatura de conservação;

  • prazo de validade;

  • condições de armazenamento;

  • limpeza dos equipamentos;

  • organização do estoque;

  • controle de produtos impróprios para consumo.

Quanto maior a participação da alimentação na operação, maior tende a ser a necessidade de procedimentos bem definidos.


O erro que mais custa dinheiro

Muitos empresários fazem o caminho inverso.

Compram o freezer.

Abastecem o estoque.

Começam a vender.

Só depois descobrem que precisarão reorganizar parte da operação ou atualizar a regularização do estabelecimento.

O resultado é conhecido.

💵 Equipamentos parados.

Produtos vencendo.

Novos gastos para adequação.

Tudo isso poderia ter sido evitado antes da primeira compra.


Como aumentar o faturamento sem criar um problema novo?

É exatamente essa análise que o Escritório Garretto realiza antes da implantação de novas atividades.

Antes de investir, avaliamos como a venda de alimentos e bebidas impacta a operação do meio de hospedagem e quais adequações podem ser necessárias para incorporar essa nova fonte de receita.

Além da planta sanitária, estruturamos a regularização da atividade, definimos fluxos operacionais e organizamos procedimentos para armazenamento, conservação e controle dos produtos.

Quando necessário, também analisamos se a ampliação da atividade exige atualização do licenciamento, evitando que o empresário descubra isso apenas durante uma fiscalização.

💵 Na prática, o investimento em um freezer pode aumentar o faturamento.

Mas é o planejamento técnico que impede que essa nova receita se transforme em despesas inesperadas, retrabalho ou interrupções da operação.


Base legal

  • Lei nº 11.771/2008 – Lei Geral do Turismo.

  • Lei nº 8.080/1990 – competências da Vigilância Sanitária.

  • Lei nº 6.437/1977 – infrações à legislação sanitária federal.

  • RDC ANVISA nº 216/2004 – aplicável quando houver serviços de alimentação sujeitos às suas disposições.

  • As exigências de licenciamento e eventual atualização cadastral variam conforme a legislação estadual e municipal e as atividades efetivamente exercidas pelo estabelecimento.

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